
Chegada a época de festas de final de ano,começo as minhas observações sobre as várias práticas tradicionais enraizadas em nossa sociedade : pessoas vestindo branco, pulando sete ondas dentre outras .Sendo a práticas dessas tradições um reflexo da nossa irremediável mania de esperar mais do mundo ,do ano que vai chegar ,de esperar mais das coisas ao nosso redor do que de nós mesmos .
É comum nesta época em que estamos vivenciando ouvirmos votos pautados na esperança da perspectiva de um ano melhor ,cheio de coisas boas ,positividades e felicidade .Como se simplesmente uma virada de página no calendário ,pudesse dar “uma guinada de 360°” em nossas vidas, trazendo aquilo que só nós mesmos pudemos buscar ,através da adoção de uma iniciativa de fazermos uma autorreflexão sobre o nosso eu que nos conduzirá a uma tomada de mudança de pensamento que nos impulsionará a uma reformulação de mente e indivíduo.
Sempre digo que temos o hábito preguiçoso de esperar mais do que dar mais de nós mesmos ,muitas vezes nos contentamos com a fé e por mais incrédulo que isto pareça ela é insuficiente ,pois é muito cômodo acreditar que Deus pode cuidar de cada detalhe das nossas vidas sem que precisemos mover uma palha .Para que a chegada das boas novas em nossas vidas seja impulsionada é necessário um trabalho duro de dar o melhor de nós mesmos aliado com a nossa fé ,pois está última é um dom admirável .
Acreditar no invisível é o que nos dar coragem para enfrentar nossos medos, anseios, dificuldades e problemas na vida. Mas que por favor nunca deixemos de encarar essa vida com toda coragem que existe dentro de nós ,mesmo que o mundo a nossa volta na contribua pra isto e que vejamos o novo ano com expectativas ,mas sobretudo com vontade de fazer acontecer.
Cada ano que chega, ou melhor, a cada novo amanhecer em que nos é concedido mais um dia de vida, temos a dadiva de ter a oportunidade de tentarmos sermos melhores, mas isso depende exclusivamente de nós, da nossa tentativa de tentarmos vencer a dualidade entre natureza errante e imperfeita enquanto seres humanos versus a busca incessante de tentar sepultar ao máximo esta natureza e fazer predominar os melhores aspectos da nossa alma e espírito . Através dessa inciativa, nos metamorfosearmos e reformularmos em seres humanos melhores para com o mundo e para com nós mesmos.
As mudanças que queremos do mundo precisam vir de nós, porque o nosso mundo nos pertence e ele feito de nossas ações, nos constituindo assim em seres responsáveis e autores por nossas histórias de vida no mundo, pois não dar pra ficar colocando a culpa no destino ou nas energias negativas se tudo der errado.
Para o próximo ano, espero que deixemos de lado essa mania romântica tradicionalista de esperarmos mais do mundo, do acaso e que partamos para as ações no mundo real. Que paremos de esperarmos que o mundo mude e que mudemos para o mundo .
Desejo que em 2016 a gente sorria mais, ao ver o sorriso de uma criança e das coisas mais simples e cômicas da vida, que a gente se doe mais, que não tenha medo de entregar-se com coragem para a vida, que a gente entenda de uma vez por todas que o amor é um recurso renovável que precisa ser cuidado, cultivado e que move montanhas.
Enfim que a gente se permita a cada dia sermos mais felizes, frente aos barrancos que a vida nos impõe e que a gente jogue na mega-sena da virada sem esquecer de cuidar dos nossos projetos de vida ,acredito na sorte mais mas ela vem pra quem trabalha duro.






